Parceria entre Embraer e a Boeing na aviação comercial só será concluída em 2020
  • Joalisson Costa

Parceria entre Embraer e a Boeing na aviação comercial só será concluída em 2020

União Europeia amplia análise sobre o negócio, processo deve durar cinco meses


A Embraer e a Boeing só irão concluir a criação de uma nova empresa de aviação comercial no início de 2020 e não mais no fim de 2019 como estava previsto até agora pelos executivos das duas fabricantes de aviões. A análise da transação pelo órgão regulador europeu deve durar mais cinco meses, segundo fontes do setor, atrasando o cronograma inicial.

Em nota assinada pelas duas empresas, divulgada, Boeing e Embraer afirmam que a fusão segue em avaliação pelos órgãos regulatórios de diversos países. "Diante disso, as empresas esperam que a transação seja concluída no início de 2020", indica o comunicado.


"As duas empresas estão atuando ativamente junto às autoridades em jurisdições relevantes e já obtiveram várias aprovações regulatórias. Após uma avaliação detalhada da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, a parceria estratégica das companhias recebeu autorização para ser concluída nos Estados Unidos. A Comissão Europeia indicou recentemente que iniciará uma segunda fase de análises da transação, e a Embraer e a Boeing continuarão contribuindo com esse processo de revisão", afirmaram as duas empresas na nota.


Os acionistas da Embraer aprovaram, em fevereiro, a fusão com a americana Boeing para a criação de uma nova empresa na área comercial. Essa aprovação era a o penúltimo passo em direção à criação da nova empresa, que será chamada de Boeing Brasil Commercial. Para que o negócio seja concluído, é preciso a aprovação de órgão de defesa da concorrência de diversos países.


No comunicado divulgado, as duas empresas destacam ainda a criação de outra joint venture para promover e desenvolver mercados para o avião de transporte KC-390.


"A ampla parceria estratégica entre Embraer e Boeing, representada por essas duas joint ventures, posicionará as empresas para competir no mercado global, oferecer maior valor aos clientes e impulsionar a indústria aeroespacial brasileira como um todo", concluíram as empresas no comunicado.

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