Gol espera voltar a usar avião suspenso por agência de aviação americana
  • Joalisson Costa

Gol espera voltar a usar avião suspenso por agência de aviação americana

Modelo 737 Max está passando por adequação pelo fabricante depois do registro de dois acidentes



Mega Aviação – A Gol Linhas Aéreas espera voltar a operar com o Boeing 737 Max no Brasil muito em breve. A aeronave teve seus voos suspensos em todo o mundo em março deste ano, após dois acidentes com vítimas fatais em um intervalo de cinco meses. Os acidentes aconteceram na Etiópia e na Indonésia e em ambos os casos os aviões eram operados por companhias locais “ O Max está entre os aviões mais seguros do mundo ”, afirmou Paulo Kakinoff, presidente da Gol, em um workshop para a imprensa sobre mercado e segurança aérea.


A Gol é a única companhia que possui este modelo de aeronave no Brasil. Dos 137 aviões da sua frota, sete são do tipo 737 Max. Kakinoff espera que até o final deste ano, o avião, que fez sua estreia mundial em janeiro de 2017, esteja liberado para voltar a voar. A fabricante Boeing está fazendo adequações na aeronave sob a supervisão da Federal Aviation Administration (AFF), entidade que regula e fiscaliza a aviação civil nos Estados Unidos. No site da AFF, há uma nota, atualizada no mês passado, que afirma: “ A AFF continua analisando as alterações propostas pela Boeing no 737 Max. Como afirmamos anteriormente, a aeronave retornará ao serviço somente depois que a AFF determinar que é segura”. O órgão não estipula data para a volta da aeronave ao mercado aéreo.


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) se pronunciou em relação ao 737 Max também através de nota, “ A autoridade certificadora, que é a Federal Aviation Administration (AFF), precisa autorizar o uso novamente. Após essa autorização, a Anac emitirá seu parecer em relação ao uso desse modelo no Brasil”. No início do ano passado, a agência exigiu que os pilotos da Gol passassem por um treinamento específico antes de certificar o 737 Max para operação no Brasil, o que foi cumprido pela empresa aérea. “Não temos nenhum indicador que nos leve a desconfiar da aeronave”, assegurou Paulo Kakinoff.


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